Cinema
23 mar 2012 Deixe um comentário
em Escritores Tags:1930, 500 páginas, A invenção, A Invenção de Hugo Cabret, adaptar, adpatado para o cinema, afilhada, agradar, algo mais, ambientação da história, anonimato, anos 30, arte, artes espalhadas, atenção, Brian Selznick, caderno, caminho, central de trem, centro, chave, chave roubada, cinema, cinematográfica, comentado, compassos, contador de histórias, cruzar caminho, dando lugar, deixar de lado, descritiva, desenho, desenho inigmático, dono da loja, elementos, emocionante, escuta, estação de trem, experiência, facilidade, fazer imaginar, filme de Scorsese, filme lindo, foto de relógio, funcionamento, garoto, gigantescos, história, homem, Hugo Cabret, ideia, imagens, imaginar, impecável, impresso, imprevisível história, incrível segredo, indicações ao Oscar 2012, inovador, intrincada, invisível, irmão, jovem leitor, legal, leitor, leitura, literatura, livro, livro impecável, livros convencionais, loja de brinquedos, máquinas, mecânico, menino órfão, mistura, modo de contar, movimentação, narrada, norte-americano, obra de arte, ojovemescritor, oscar 2012, Paris, parte visual, passagens, passagens secretas, páginas do livro, págins negras, Personagens, ponteiros do relógio, posto em risco, pouca explorada, quadrinhos, relógios, resenha, risco, sentimentos, severo, sinopse, sobrevivência, storyboard, sua forma, texto, trailer de filme, trem, valioso, vídeo do filme, visão, viver escondido
A Invenção de Hugo Cabret
Sinopse
Resenha
ESCRITORES E LIVROS
20 ago 2011 Deixe um comentário
em Escritores, Livros Tags:Aldous Huxley, Alma do autor, Ann Frank, Asfixia, Ócio muito trabalhoso, Última carta de amor, Biblioteca, Carta de amor, Cartas de amor, Caso escrito, Colocar ideias, Companhia, Dicas para escrever, Dificuldade de escrever, Escrever é, Escrever é ócio, Escrever é fácil, Escritores e livros, Escritores famosos, Fracis Bacon, Francisco Petrarca, Hohann Goethe, Homem completo, Ler e escrever, Letra maiúscula, Livro bom, Livro mau, Lousa, Machado de Assis, Melhor de tudo, Melhores livros, Novo caso, Pablo Neruda, Passado na leitura, Ponto final, Precisão, Primeira carta de amor, Revirar, Samuel Johnson, Segredo de escrever, Segredos do escritor, Sinceridade da alma, Thomas Mann, Vergílio Ferreira
LER E ESCREVER
Escrever é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.
Machado de Assis
O melhor de tudo é o que penso e sinto, pelo menos posso escrever; senão, me asfixiaria completamente.
Ann Frank
As duas cartas de amor mais difíceis de escrever são a primeira e a última.
Francesco Petrarca
Escrever é ter a companhia do outro de nós que escreve.
Vergílio Ferreira
A maior parte do tempo de um escritor é passado na leitura, para depois escrever; uma pessoa revira metade de uma biblioteca para fazer um só livro.
Samuel Johnson
O escritor é um homem que mais do que qualquer outro tem dificuldade para escrever.
Thomas Mann
Dá tanto trabalho escrever um livro mau como um bom; ele brota com igual sinceridade da alma do autor.
Aldous Huxley
Escrever é um ócio muito trabalhoso.
Johann Goethe
Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca ideas.
Pablo Neruda
A leitura torna o homem completo; a conversação torna-o ágil; e o escrever dá-lhe precisão.
Francis Bacon
A Biblioteca
15 mar 2011 2 Comentários
em Livros Tags:Biblioteca, Interessantíssimo, Livros, Mágico, Vídeo, Vídeo Cultural, Vídeo Incrível
NOSSA MENTE – UM ACERVO DE LIVROS
Este vídeo é mágico, interessantíssimo, porque compara nossa mente com uma biblioteca, comportando muitos livros!
A LUA DA JANELA
15 fev 2011 2 Comentários
em Contos Tags:21 dias Chocando, A Lua da Janela, A Montanha e os Sonhos, Alto da Serra da Borborema, Alugar Casa de Praia, autor, Beira Mar, Bolo de Ovos Gostoso, Cair da Noite, Canto do Galo, Casa da Vó, Castelos, Catar Conchinhas na Praia, Ciscar o Terreiro, Contos de Fadas, Correria das Aulas, Dias Lindos de Verão, Embriagada de Sono, Entre o Mar e os Morros, Fazer Castelos na Areia do Mar, Fazer Planos de Olhos Abertos, Férias de Dezembro, Final de Ano, José Maria Cavalcanti, Litoral Norte Paulista, Ninho de Galinha, O Mar, Roupas de Banho, Triteza me Invadia, Ver o Sol se Pôr
O MAR, A MONTANHA E OS SONHOS
As férias de dezembro eram sempre deliciosas, pois era tempo de imaginar mil passeios à beira mar, catar conchinhas na praia e ver o sol se pôr lá atrás das casas, detrás dos morros. Era bonito ver tanta gente sorrindo em meio daquela festa de cores, felizes com os dias mais lindos do verão. Era chegar ali e logo dava vontade de correr, pular sobre as ondas e depois fazer castelos com a areia molhada. Não muito longe dali, estavam as dunas que separavam o mar dos morros, completando o visual marítimo.
Meu pai sempre alugava uma casa em uma praia diferente do grande litoral norte paulista. Ele parecia estar mais contente naquele período do ano, que até ficava mais tempo comigo, coisa difícil durante a correria das aulas, que mal tinham tempo de me levar para a escola, o que acontecia uma vez ou outra, quando minha mãe tinha algum imprevisto.
Na praia, eu já acordava elétrica dentro das roupas de banho. Dava tempo prá tudo, e o dia parecia não ter fim, como se na estação do calor alguém esticasse as horas, tornando cada minutinho interminável. Dava pena ver aquele restinho de tempo a se escoar rapidinho. Uma tristeza imensa me invadia, como se eu não tivesse aproveitado direito cada segundo precioso que me foi concedido.
Depois da maravilhosa folga longa do final de ano, logo se dava o reinício das aulas, e tudo voltava ao normal. O que compensava era que eu podia rever minhas amigas para trocar informações de tudo que rolou com cada uma delas naquele mesmo período. Voltávamos cada vez mais experientes, com um jeito novo de contar as mesmas coisas, como se fôssemos já pessoas maduras.
O primeiro semestre transcorria lentamente, como quem tem preguiça de passar. Era tudo muito igual, com os mesmos estresses das tarefas e trabalhos escolares, sem contar o clima pavoroso da véspera de cada prova. Mas tudo passava, e logo chegava o recesso do meio do ano.
Eu já sabia de antemão o lugar de sempre que passaríamos nossas miniférias de julho: a casa da minha avó, que ficava no alto da serra. Não que eu não amasse minha vovozinha Nadyr, com seu jeitinho carinhoso de fazer de tudo para me agradar, mas era a falta do que fazer que mais me incomodava.
A diversão na serra era acordar cedo com o galo Pintado, que disparava ao raiar do dia seu canto, como se quisesse acordar todos os animais e pessoas do campo. Ver minha avó na cozinha fazia passar o tempo, e ela estava sempre preparando comidas e doces saborosos. Eu vivia pertinho dela e com ela ia buscar ovos fresquinhos no quintal. Ela dizia que sua galinha preferida ganhou o nome de Tagarela porque sempre anunciava que tinha colocado o ovo. Logo depois do co-co-ri-có, saía ela e eu na maior pressa para apanhar mais um ovo. Depois disso, vovó fazia o bolo de ovos mais gostoso do mundo.
Lá no seu grande terreno dos fundos da casa, acompanhei o nascer da mais linda ninhada de pintinhos que eu já tinha visto. Depois dos 21 dias chocando, a galinha Tagarela caminhava todo orgulhosa, ciscando o terreiro e fazendo brotar o alimento do solo para seus doze lindos pintinhos.
Assim era meu dia até o cair da noite. Depois do jantar, meu prazer era correr pro janelão do meu quarto. Dali eu podia apreciar, naquelas noites frias, o céu todo estrelado, e eu ficava ali perdida, contemplando a lua prateada, em volta daquele montão de pontinhos azuis, que bordavam o imenso manto escuro. Dali eu só saía para dormir, quando já não aguentava mais admirar tanta beleza. Embriagada de sono, fechava a grande janela, continuando a lançar meu olhar pela vidraça para aquele mar de estrelas, que cobria a parte mais alta da Serra da Borborema. Até que minha vista se fechava, entregando-se a um leve sono, que me embalava noite adentro, por um mundo de castelos e contos de fadas.
Assim fui crescendo entre os prazeres do litoral e a beleza da serra. Aprendi que o verão era para meus agitos em contato com o mar, mas o inverno era tempo de ficar quietinha, fazendo planos com os olhos abertos, conectada com a lua, enquanto não era envolvida pelos sonhos.
Autor José Maria Cavalcanti
BELA HISTÓRIA
03 fev 2011 1 Comentário
em Livros Tags:A Inveção da História, A Menina e o Pássaro Encantado, Adeus, Amigo, Amor, As Mais Belas Histórias, Autor Brasileiro, Bela História, Histórias Inventadas, Rubem Alves, Saudade
A MENINA E O PÁSSARO ENCANTADO
Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…
— Menina, eu venho das montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti…
E, assim, ele começava a cantar as canções e as histórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.
Outra vez voltou vermelho como o fogo, penacho dourado na cabeça.
— Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. As minhas penas ficaram como aquele sol, e eu trago as canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes.
E de novo começavam as histórias. A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isto voltava sempre.
Mas chegava a hora da tristeza.
— Tenho de ir — dizia.
— Por favor, não vás. Fico tão triste. Terei saudades. E vou chorar…— E a menina fazia beicinho…
— Eu também terei saudades — dizia o pássaro. — Eu também vou chorar. Mas vou contar-te um segredo: as plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios… E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera do regresso, que faz com que as minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudade. Eu deixarei de ser um pássaro encantado. E tu deixarás de me amar.
Assim, ele partiu. A menina, sozinha, chorava à noite de tristeza, imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa dessas noites que ela teve uma ideia malvada: “Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá. Será meu para sempre. Não mais terei saudades. E ficarei feliz…”
Com estes pensamentos, comprou uma linda gaiola, de prata, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Ele chegou finalmente, maravilhoso nas suas novas cores, com histórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu. Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola, para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.
Acordou de madrugada, com um gemido do pássaro…
— Ah! menina… O que é que fizeste? Quebrou-se o encanto. As minhas penas ficarão feias e eu esquecer-me-ei das histórias… Sem a saudade, o amor ir-se-á embora…
A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas não foi isto que aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ficando diferente. Caíram as plumas e o penacho. Os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio: deixou de cantar.
Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava, pensando naquilo que havia feito ao seu amigo…
Até que não aguentou mais.
Abriu a porta da gaiola.
— Podes ir, pássaro. Volta quando quiseres…
— Obrigado, menina. Tenho de partir. E preciso de partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro de nós. Sempre que ficares com saudade, eu ficarei mais bonito. Sempre que eu ficar com saudade, tu ficarás mais bonita. E enfeitar-te-ás, para me esperar…
E partiu. Voou que voou, para lugares distantes. A menina contava os dias, e a cada dia que passava a saudade crescia.
— Que bom — pensava ela — o meu pássaro está a ficar encantado de novo…
E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos, e penteava os cabelos e colocava uma flor na jarra.
— Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje…
Sem que ela se apercebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado, como o pássaro. Porque ele deveria estar a voar de qualquer lado e de qualquer lado haveria de voltar. Ah!
Mundo maravilhoso, que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama…
E foi assim que ela, cada noite, ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento: “Quem sabe se ele voltará amanhã….”
E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
Para o adulto que for ler esta história para uma criança:
Esta é uma história sobre a separação: quando duas pessoas que se amam têm de dizer adeus…
Depois do adeus, fica aquele vazio imenso: a saudade.
Tudo se enche com a presença de uma ausência.
Ah! Como seria bom se não houvesse despedidas…
Alguns chegam a pensar em trancar em gaiolas aqueles a quem amam. Para que sejam deles, para sempre… Para que não haja mais partidas…
Poucos sabem, entretanto, que é a saudade que torna encantadas as pessoas. A saudade faz crescer o desejo. E quando o desejo cresce, preparam-se os abraços.
Esta história, eu não a inventei.
Fiquei triste, vendo a tristeza de uma criança que chorava uma despedida… E a história simplesmente apareceu dentro de mim, quase pronta.
Para quê uma história? Quem não compreende pensa que é para divertir. Mas não é isso.
É que elas têm o poder de transfigurar o quotidiano.
Elas chamam as angústias pelos seus nomes e dizem o medo em canções. Com isto, angústias e medos ficam mais mansos.
Claro que são para crianças.
Especialmente aquelas que moram dentro de nós, e têm medo da solidão…
As mais belas histórias de Rubem Alves
Lisboa, Edições Asa, 2003
MINHA RUAZINHA
26 jan 2011 1 Comentário
em Poesias Tags:a magia da leittura, autor, belas páginas, Chão de Terra, dia de setembro, Galo, Galo Canta, Galo no Quintal, Gramado, jaboticabal, José Maria Cavalcanti, matinal, Poesia, poesia de amor, poesia linda, Primavera, Qual Bandeira ao Vento, Quintais, Quintal, Raiar do Sol, Roupas no Varal, rua, Ruazinha, serra, Varal
RUAZINHA
A rua de chão de terra
Longe do olhar a serra
Ali o rio e a casa da vó
Simples de um lado só
Roupas secam no varal
O galo canta no quintal
E tudo passa bem lento
No tal mover do vento
Debaixo do jaboticabal
O mais belo sol matinal
Belas páginas eu lendo
Primavera, é setembro
Autor José Maria Cavalcanti
MUNDO MÁGICO INFANTIL
20 jan 2011 1 Comentário
em Editorial Tags:A Bela Adormecida, Análise, Órfã, Bettelheim, Bruxas, Cair no Sono Profundo, Cair nos Braços, Carl Gustav Jung, Castelos, Cavalo Branco, Chapeuzinho Vermelho, Consciente e Inconsciente, Fadas, Famoso, Felizes para Sempre, Final Feliz, Florestas, Formar a Personalidade, Histórias Infantis, Influência dos Contos de Fadas, Jung, Lobo Mau, Lobos, Love, Mágico, Mágico Beijo, Mitos, Mitos e Contos de Fadas, Monstros, Mundo Mágico Infantil, O Bem e o Mal, Pânico, Personagens, Personagens dos Contos de Fadas, Príncipe Encatado, Príncipes, Psicanálise Freudiana, Quadro Clínico do Paciente, Seres Marginais, Seres Monstruosos, Soberano, Sono Profundo, Tipos de Perigos, Universo da Criança
INFLUÊNCIA DOS CONTOS DE FADAS
À medida que eu mergulhava no mundo mágico infantil, minha cabeça se enchia com todas aquelas fantasias. Embrenhava-me por castelos e florestas com príncipes, fadas, lobos, bruxas e seres monstruosos, todos eles povoando meu universo de criança.
Sim, muitas vezes me vi como a própria chapeuzinho vermelho, transitando e cantarolando pelas ruas da minha cidade, na maior inocência, sem quaisquer preocupações com seres marginais – os lobos maus ou monstros – ou outros tipos de perigos que diziam vagar pelos recantos sombrios da minha cidade, uma das florestas de pedra, com suas modernidades.
Ia para a escola caminhando, sem ser incomodada por olhares maldosos e por qualquer insulto. Assim cresci sem os pânicos de outras amigas, que reportavam coisas que pareciam absurdas, mas que hoje sei que acontecem de montão.
Embora não fosse órfã e tivesse uma mãe linha dura, cresci sem ter medo dos homens e esperando por meu príncipe encantado, como toda menina sonhadora.
Enquanto algumas amigas se desencanaram cedo das fantasias, eu conservei o lado bom dos sonhos. Viajava imaginando-me como “A Bela Adormecida” à espera do mágico beijo que iria me fazer levantar do meu sono profundo e cair nos braços do belo soberano no seu cavalo branco.
Hoje, ao ler Carl Gustav Jung, percebo melhor como funcionam as estruturas mentais no processo do desenvolvimento humano. O famoso Jung diz: “Mitos e contos de fadas expressam processos inconscientes. A narração dos contos revitaliza esses processos e restabelece a simbiose entre consciente e inconsciente”.
Já outro estudioso, Bettelheim, diz que todos os problemas e ansiedades infantis, como a necessidade de amor, do medo e do desamparo, da rejeição e da morte, todos esses ingredientes são colocados nos contos em lugares fora do tempo e do espaço, mas que são percebidos e sendo muito reais para as crianças, ajudando-os a formar e a fortalecer suas personalidades.
Já a psicanálise freudiana propõe o estudo e tratamento do quadro clínico do paciente, analisado e identificando a situação à luz dos contos de fada.
Mesmo lidando com o bem e o mal, lado a lado, os finais eram sempre felizes, indicando a prevalência do bem sobre o mal, e a colocação da esperança nos relacionamentos entre pessoas, com um final positivo.
Estes símbolos que são passados nessas histórias infantis serão meu objeto de estudo, por meio de análise de algumas estórias que povoaram e ainda povoam lindamente o universo mágico infantil.
Fiamma Fabíolla Simões Cavalcanti Rocha – Pedagoga
VIAGEM INCRÍVEL!
19 jan 2011 Deixe um comentário
em Análise de Livro Tags:Análise do Livro Alice no País das Maravilhas, As Viagens de Gulliver, Ficcção Fantástica, Fuga da Realidade, Lewis Carroll, Personagens de Ficção, Viagem Onírica
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS – ANÁLISE DO LIVRO
O livro é uma verdadeira viagem pelos caminhos mais indecifráveis da mente humana, na qual podem conviver a loucura e a sanidade. O primeiro que ocorre é a fuga da realidade. Tal mecanismo o autor, Lewis Carroll, também usa em seu outro livro As Viagens de Gulliver. Parece vital para o autor que seus personagens mergulhem em enredos fantásticos, onde eles podem desempenhar papéis que chocam com aqueles vividos no mundo real. Na verdade ele se utiliza dessas transformações para tecer sua críticas aos sentimentos menores, tais como a mesquinhez e outras mazelas sociais que são incorporados pelos seus personagens de sua ficção fantástica.
O COELHO – a figura do coelho representa a impulsividade na busca do novo que ela não sabe o que é ou onde encontrar.
A TOCA DO COELHO – representa os labirintos da mente humana, lugar no qual uma pessoa pode se perder ou se encontrar.
AS PORTAS – a vida é cheia de caminhos distintos, restando-nos fazer as escolhas certas. Isto passa por aquilo que acreditamos e o que nos foi passado por nossos pais. Alice começa a ser questionada sobre aquilo que ela pensa e o que ela é, não encontrando as respostas certa, embora não tenha dado a devida importância para tudo isso.
A CHAVE – ela representa nossa decisão, que é o abrir da porta ou do caminho no qual trilharemos nosso destino.
A PORÇÃO MÁGICA – Alice toma um líquido que a faz diminuir de tamanho para que ela ingresse pelos jardins do País das Maravilhas. O mundo irreal escolhido por Lewis Carroll para fazer sua personagem central interagir com coelhos, gatos, cartas, rosas e outros animais falantes, como tartaruga, rato, tudo no intuito de trabalhar sua sátira comparativa com a sociedade londrinense de sua época.
O GATO – representa o absurdo reprimido.
A LAGARTA – é uma tipologia da confusão e da dúvida.
A RAINHA – representa o poder, com sua figura gigantesca e controladora. Ela exerce sua autoridade com seu exército de cartas.
O REI – a figura minúscula do rei reflete a relação hierárquica da realeza inglesa, onde a rainha tem ascendência sobre ele.
Em Alice no País das Maravilhas, tudo tem simbolismo e riqueza de significado.
Lastimar o despertar significa a repulsa ao mundo real.
Fiamma Fabíolla Simões Cavalcanti Rocha – Pedagoga






















